Nomes sofisticados
como Mahi Mahi, Luthier, VMAX3, Orion e Aikane fazem parte
do mesmo vocabulário de outros pitorescos como Bola
7, Ventania, Chegado, Sonho, Tão, Lacrau II, Marujos
e Trisquel. O que eles têm em comum? Simples: são
barcos que participam neste sábado, 19, de Recife até
o arquipelago de Fernando de Noronha, da XXI Regata Internacional
Refeno.
E a Bahia estará representada por 13
embarcações. Mais: na maior prova oceânica
da América do Sul, o veleiro baiano Adrenalina Pura
detém o atual recorde da competição,
atingindo a marca de 14h34min54seg, na prova de 2007.
Em virtude de compromissos profissionais,
o comandante do Adrenalina Pura, o carioca Georg Ehrenspirger
informou que a embarcação está fora da
Regata Refeno este ano.
O comandante Ivan Smarcevscki, do também
veleiro baiano Bola 7, já venceu a Refeno seis vezes
em categorias distintas. Este ano ele quer vencer novamente.
“Só entro em competição para ganhar”,
declara.
Competidor aguerrido, ele é o atual
campeão do Circuito Salvador de Vela de Oceano, e conta
com uma tripulação experiente. Yuri Smarcevscki
e Marcos Cunha, integrantes da equipe, levam a bordo o know-how
adquirido em mundiais da classe Optimist, Europa e Snipe.
Para, Gerald Wicks, comandante do Marujos,
correr a Refeno sempre é um desafio. “É
uma regata difícil, mas o prazer de chegar em Noronha
compensa”, pondera.
O barco tem um histórico vitorioso
na competição: num total de sete participações,
venceu seis na classe RGS e foi vice-campeão em 2008
na classe ORC – categoria na qual está inscrita
para este ano.
Gerald leva a bordo tripulação
formada por familiares, com experiência na Vela. É
o exemplo do sobrinho, Nicholas Wicks, vice-campeão
brasileiro na classe Laser 4.7, em 2008.
Mesmo prazer - Todos os anos, a competição
recebe dois perfis distintos de velejadores: os cruzeiristas
e os regatistas. Os primeiros encaram o desafio pelo prazer
de velejar e têm o esporte como um hobby. Em geral,
levam tripulação composta por familiares e amigos
de longa data.
Já os regatistas são competidores declarados,
investem em equipamentos modernos e novas velas, de olho no
pódio.
Segundo o Comodoro do Cabanga Iate Clube de
Pernambuco, Cláudio Cardoso, apesar das diferenças
entre os esportistas, o espírito de competição
é o grande atrativo da regata: “O evento é
importante para os velejadores estreitarem os laços
e trocarem experiências, mas a cada ano, regatistas
e cruzeiristas se esforçam para melhorar o desempenho”,
revela Cardoso.
A embarcação VMAX tem um longo
histórico de participações na Refeno
e em importantes travessias oceânicas, como a Eldorado
Brasilis, que vai de Vitória, no Espírito Santo
até a ilha de Trindade, a 1.200 km da capital capixaba.
A festa da premiação está
marcada para a próxima quarta-feira , no porto do arquipélago.
Serão distribuídos troféus para as três
primeiras colocações das onze categorias e seus
subgrupos, bem como premiações inusitadas, como
o Tartaruga Marinha – para o penúltimo lugar,
por ter vencido o último – e os prêmios
de barco com maior número de tripulantes femininos,
e tripulação procedente de local mais distante
do Recife.
Os primeiros a cruzar a linha chegada
são esperados para a manhã de sábado,
19.
Fonte: A Tarde


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